Bolo de laranja com farinha especial

A senhora minha Mãe avisou-me que viria almoçar comigo. E traria o repasto… Pensei: Vou fazer um bolo para o lanche, mas qual? Enquanto pensava ía pondo a jeito os ingradientes. Tirei a Planta do frigorífico, fui buscar a balança, os ovos, o açúcar… já sei, vou fazer o de laranja com raspa e sumo. Fui buscar as laranjas, escolhi as mais bonitas, ralei-lhes a casca e espremi o sumo de duas. Abri 4 ovos. A taça e a batedeira foram logo a seguir. Ah! Farinha. Procurei, o frasco estava vazio. Tirei algumas coisas da despensa, espreitei, não pode ser. Não tinha farinha de trigo. Bolas. Os ovos abertos, tudo a prontos… espera, eu tenho farinha própria para fazer pães na máquina. Vou usar uma delas. Escolhi o verdinho*. Um pacote de farinha para Pão de vários cereais que contém: a dita de trigo, de centeio, sementes de girassol, flocos de cevada, linhaça, entre outros ingredientes… e pesei a necessária. E comecei.

Acendi o forno eléctrico a 190 graus C. Numa taça, coloquei 240 gr de Planta e bati-a até ficar em creme. Juntei-lhe 240 gr de açúcar branco e tornei a bater, 4 ovos, 1 a 1, batendo mais devagar. Depois foi a vez de misturar o sumo e raspa das laranjas. No final, 240 gr da farinha do pacote verdinho e tornar a bater, devagarinho. Mais nada! Depois de bem incorporada, bati, bati, até virar um creme. Barrei uma forma redonda e baixa - a da “cloche”** - e despejei o creme. Ajeitei para não sair torto e coloquei no forno. Marquei 45 minutos. Foram mais 10. Saiu um bolinho com um sabor totalmente diferente. A farinha portou-se muito bem. Servi-o com um tisana de príncipe***, fresquinha.

Notas: *Marido ofereceu-me uma máquina para fazer pão, em casa. As receitas que a acompanhavam, eram chatas de executar, porque os pesos e as medidas eram muito rigorosos e nada idênticos aos que estamos habituadas a usar. Por exemplo, em vez de meio quilo de farinha, é 372 gr, 10 g de fermento…uma seca. Um belo dia, encontrei no LIDL (passo a publicidade) diversas farinhas, já com fermentos, sal, sementes e que era só juntar água e os pães saíam muito bem. Ora. Nem foi preciso pensar duas vezes. Comprei um pacote de cada (há 4 qualidades). Os pães são mesmo bons. E foi o que me safou desta vez.

**Cloche é sino, em francês, eu sei. Mas como se chama aquela coisa muito em voga há mais de 20 anos, tipo panela eléctrica com tampa alta e pegas pretas, com uma resistência em cima e outra em baixo e que faz tudo, além de bolos e pudins, até frango assado e bacalhau?

***Diferença entre infusões/tisanas e chás: As infusões ou tisanas são preparadas com flores e frutos ou ervas, sem as folhas de chá. O Chá pode também ser aromatizado mas tem sempre folhas da Camellia Sinensis ou Assamica

4 comentários:

Tina disse...

Já ia uma fatiasita do teu bolo!!!Aqui para os meus lados chamamos a essa especie de forno "patusca"!
Bom fim de semana!

Lua dos Açores disse...

Shalom, Guidinha, obrigada pela visita...
Ofereci ao meu pai uma dessas máquinas de fazer pão (comprei no Lidl) Ele anda divertidíssimo a fazer o delicioso pão das tais farinhas, o preferido é o tal do pacotinho vermelho (do meu Pai e meu, a minha Mãe apesar de gostar as sementes incomodam-na debaixo das dentadura lol) mas o meu Pai já ensaiou com farinha de trigo integral, misturas e adora pesar e medir. Apesar de um desaire, pois usou fermento para bolos, ele está num sino, que não cloche
Jinhos

maria benedita disse...

Tem graça a maneira como escreve.Gostei.Foi só hoje que descori o seu blog,mas se Deus quiser vou voltar mais vezes
Um abraço
Maria Benedita
PS-Tenho uma máquina de pão mas agora com a BIMBY é mais rapido e acho que fica melhor porque 3 horas á espera de comer pão ...é dose!

Guidinha Pinto disse...

Olá Maria Sem Tempo. Fui aí para agradecer a sua visita e principalmente o seu comentário. Muito original, sim senhora.
Não me faz diferença esperar pelo pão... gosto dos tempos certos para cada coisa. Pressa para quê?!
Obrigada. Volte sempre.
Fique bem.